“A EDUCAÇÃO É A ARMA MAIS PODEROSA QUE VOCÊ PODE USAR PARA MUDAR O MUNDO.” (Nelson Mandela)

Desde os primórdios a educação apresenta características de desenvolvimento individual do ser humano, com ideais que se pautam na ética, na liberdade política, na moral e no desenvolvimento intelectual.

Na Grécia Antiga as crianças viviam a primeira infância em família, assistidas pelas mulheres e submetidas à autoridade do pai, que poderia reconhecê-las ou abandoná-las, que escolhia seu papel social e era seu tutor legal. A infância não era valorizada em toda a cultura antiga: era uma idade de passagem, ameaçada por doenças, incerta nos seus sucessos; sobre ela, portanto, se fazia um mínimo investimento afetivo. A criança crescia em casa, controlada pelo “medo do pai”, atemorizada por figuras míticas semelhantes às bruxas, gratificada com brinquedos (bonecas) e entretida com jogos (bolas, aros, armas rudimentares), mas sempre era colocada à margem da vida social. Ou então, era submetida à violência, a estupro, a trabalho, a sacrifícios rituais. O menino – em toda a Antiguidade e na Grécia também – era um “marginal” e como tal era violentado e explorado sob vários aspectos, mesmo se gradualmente – a partir dos sete anos, em geral – era inserido em instituições públicas e sociais que lhe concediam uma identidade e lhe indicavam uma função.  A menina aprendia com a mãe nas atividades domésticas.  A educação grega era centrada na formação integral do indivíduo. Quando não existia a escrita, a educação era ministrada pela própria família, conforme a tradição religiosa. A transmissão da cultura grega se dava também, através das inúmeras atividades coletivas (festivais, banquetes, reuniões). A escola ainda permanecia elitizada, atendendo aos jovens de famílias tradicionais da antiga nobreza ou dos comerciantes enriquecidos.

A antiga educação era baseada na ginástica, na música e na gramática, apesar de que o ensino das letras e dos cálculos demorou a se difundir, pois a formação esportiva era mais valorizada.

No século V a. C., a educação a na Grécia passa por uma grande transformação.  Então surge a “Paidéia”, na época dos sofistas e de Sócrates.  Era o modelo ideal de educação grega, visando formar, além dos conhecimentos, o cidadão.  A educação deveria ser nos moldes da pedagogia, segundo as características universais e filosóficas.  Nasce a pedagogia como saber autônomo, sistemático e rigoroso

Platão define “Paidéia da seguinte forma: “(…) a essência de toda a verdadeira educação ou Paidéia é a que dá ao homem o desejo e a ânsia de se tornar um cidadão perfeito e o ensina a mandar e a obedecer, tendo a justiça como fundamento”.   A Paidéia poderia ser definida como a perfeição humana, indicava a formação da criança por uma pessoa mais idônea (pais), a fim de fazê-la crescer tornar-se homem. A educação parte do seu Éthos, conjunto dos costumes e hábitos fundamentais, no âmbito do comportamento e da cultura, característicos de uma determinada época ou região, da práxis (prática) para a Epistemologia, conhecimento verdadeiro, de natureza científica, em oposição à opinião infundada, irrefletida.

Bizâncio, Constantinopla, atual Istambul no Oriente, com sua cultura predominantemente grega trazia o ensino da leitura, da escrita e do cálculo, no ensino elementar; gramática ou poética no ensino médio e retórica no ensino superior, articula, com professores altamente diversificados, culminando nos sofistas, que ensinavam oratória e filosofia política.

 A reflexão pedagógica da era medieval (590 – 1517) com o advento do cristianismo, estava inserida na paidéia cristã, acentuando a dimensão religiosa em torno da pessoa de Jesus Cristo.  “A paidéia cristã” vem dizer-lhe: “você deve tornar-se um imitador de Cristo” e lhe convida a seguir os princípios como honestidade, fidelidade.  A educação Bizantina se preocupava com a aprendizagem intelectual, mas também dava ênfase à moral, surgida na antiguidade.

Na idade medieval a juventude aparece como fator de rebelião, originando grupos mais ou menos marginais.

O Islã também teve um cuidado excessivo com a sua educação.  No Alcorão tem-se o guia para qualquer ocasião, por isso ensina-se a recitá-lo de cor para poder usá-lo em qualquer experiência de vida.  Por volta do século X, a cultura islâmica se volta para as ciências – retomava o racionalismo filosófico.  Rotas das caravanas ligaram o Oriente ao Ocidente.

Após o ano mil houve uma virada na educação: o incremento técnico, o nascimento da burguesia, o impulso do pensamento. a dimensão política e uma sociedade mais dinâmica., novos valores, novos protagonistas: o papado, as comunas, os Estados nacionais, o império.  A Europa veio a sofrer o ataque de povos nômades.  A cultura também se transforma: uso da língua culta e vulgar, retomada da filosofia, da arte, o renascimento do comércio.

No renascimento o empirismo e o racionalismo também desafiaram a tradição em nome da razão, ao substituírem a revelação pela razão e pelos sentidos como os caminhos naturais pelo saber.  Estas filosofias eram seculares por se preocupar mais com o sujeito conhecedor, o homem, do que com a realidade a ser conhecida, Deus.

O modernismo teve suas origens na Alemanha, para onde haviam convergido várias correntes teológicas e filosóficas no século XIX.  Quem deu início a esse tipo de teologia liberal foi Immanuel Kant (1724-1804), colocando em primeiro lugar a ética absoluta, Kant se posiciona ante a religião enfatizando que a religião moralista da razão é a única necessária.

Através da história percebemos que não se pode haver uma ação pedagógica que implique em fins e meios que não venha a transmitir um conceito de homem e  de mundo.  O homem é um ser da práxis, pois compreende a realidade e a transforma através de sua ação-reflexão.  Esse processo que o homem vive chamado  educação que insere, segundo Paulo Freire, o homem no intercâmbio homem-mundo sendo que o objetivo básico de sua busca é o “ser mais”, a humanização.  Não deixe de conferir: http://www.uneb.br/revistadafaeeba/files/2011/05/numero7.pdf

Referências:

CAIRNS, Earle. E. O Cristianismo Através dos Séculos: uma história da Igreja Cristã. São Paulo: Ed. Vida Nova, 1984.

FREIRE, Paulo. O papel da educação. Revista FAEEBA, n7 Salvador, 1977.

História da Educação – Período Grego. Disponível em  http://www.pedagogia.com.br/historia/grego4.php. Rede Educacional: Só Pedagogia.

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